Meu Japão: tudo reunido no www.meujapao.com

Queridos leitores, o blog passou pelo Blogspot, site da Editora Abril, WordPress, Portal O Tempo, mas para facilitar, eu reuni tudo num único endereço e espero a visita de vocês lá: http://www.meujapao.com

Os posts antigos também estão lá ; )

Ah, também estou no Facebook: http://www.facebook.com/blogmeujapao

Obrigada (^_^)v

Novo endereço

Toquio3Peço mil desculpas por mudar de endereço mais uma vez, mas acredito que a mudança seja para melhor.

Acabei de estrear o blog no Portal O Tempo. É um grande portal de notícias de Belo Horizonte, a minha terrinha, e esta será uma oportunidade de mostrar o Meu Japão para muitas outras pessoas.

Espero que todos vocês, leitores antigos e novatos, me acompanhem! O endereço mudou, o blog não ; )

Aguardo os pitacos por lá: http://www.meujapao.com

Amores filipinos

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Ontem, conheci mais pessoas interessantes. Uma japonesa chamada Andy (na verdade, esse é o apelido ocidental dela) e um inglês chamado Brandon.

Ele trocou a Inglaterra pelas Filipinas há quatro anos e eu perguntei porque. “A girl!” respondeu o loiro grisalho com um sorrisão!

E ainda disse que está muito feliz aqui, porque ama a garota. Parece ser uma linda história de amor.

Já a Andy, me contou do namorado filipino. E horas depois, no meio de outra conversa, ela falou do namorado japonês. Tomei um susto, claro:

_ Você tem dois namorados?

Ela disse “sim”, na maior naturalidade! E explicou o motivo. O namorado japonês é inteligente, tem uma carreira brilhante, fez faculdade em Boston, trabalha numa multinacional no Japão e por aí vai.

O problema é que ele só quer se casar aos 30 anos e os dois estão com 27 e namoram desde os 23. “Já estamos juntos há quatro anos e ainda tenho que esperar mais três anos?”, reclamou.

_ Acho que você não gosta tanto do seu namorado japonês né (nem ele dela)…

_ Pois é, talvez. Mas do filipino eu gosto muito! Ele é tão doce, cuida de mim com tanto carinho!

Seria outra linda história de amor se o filipino não fosse casado! A Andy disse que ele não pode se separar porque divórcio nas Filipinas é muito complicado e pode levar cinco anos na Justiça.

Não acreditei, mas não quero me meter. Deixa ela curtir a paixão. Se o rapaz estiver mentindo, como eu imagino, ela vai acabar descobrindo.

FOTO

(aí vai a foto que eu estava devendo. Os dois primeiros da esquerda para direita são filipinos, mas não fazem parte dessa história. Na sequência, o Brandon e a Andy)

Coreanos x japoneses

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Conheci um coreano muito legal aqui nas Filipinas. Pra começar ele tem dois nomes: um coreano (Kim não sei das quantas) e outro japonês (Yuya Matsubara).

O Yuya tem 22 anos e me contou que os pais deles são super jovens. A mãe tinha 17 e o pai 18 quando ele nasceu. “Eu fui um ‘acidente'”, brincou. Os pais e os avós também são coreanos, mas assim como Yuya os pais dele nasceram e foram criados no Japão.

Nem coreano, eles sabem falar. “Eu sou coreano puro, mas fui criado como japonês. Os meus pais também”, explicou o rapaz.

Batemos o maior papo e ele acabou me contando da ex-namorada japonesa. Eles namoraram durante quatro anos (dos 16 aos 20 anos do Yuya) e ele quase “morreu” quando o namoro acabou.

Disse que era realmente apaixonado. Os pais da garota o adoravam, mas não aceitavam o fato da filha namorar um coreano. “Eles gostavam de mim, do meu jeito de ser. Não tínhamos problemas, mas no fundo eles não me aceitavam”.

Dá para acreditar? Eu confesso que fiquei impressionada, mas não surpresa.

Interessante é que o Yuya ainda defendeu os japoneses: “Isso é coisa dos velhos, os jovens não são tão preconceituosos”. E, felizmente, ele está certo.  A nova geração é bem mais aberta aos estrangeiros, independente da nacionalidade.

(enquanto a reportagem sobre as Filipinas não sai, vou contando coisas que não serão publicadas. Que tal?)

Tô nas Filipinas!

2009_0831(066)Só um leitor, o Anthoni, acertou. Estou nas Filipinas!

Para continuar a brincadeira, eu gostaria de saber agora o que vocês sabem, imaginam e/ou gostariam de saber sobre este país. Não vale pesquisar!

Já pensaram em passear ou estudar (inglês, por exemplo) aqui?

O que será que as Filipinas (as ilhas, não as mulheres!) têm de bom e de ruim? Tô ainda mais curiosa para saber o que passa na cabeça de vocês (^_^)v

ps: o blog é sobre o Japão, eu sei. Mas faz parte da vida de muita gente que mora na terra do Sol nascente, dar um pulinho num dos vizinhos asiáticos.

行って来ます!

(SAP: vou, mas volto! Leia: ittekimasu)

mala

Estou terminando de arrumar a mala e daqui a pouco pego um ônibus rumo ao Aeroporto de Narita (aeroporto de Tóquio, que na verdade não fica em Tóquio).

Para onde vou? Conto quando eu chegar lá (^_^)v

Aí vai uma pista: serão quatro horas e meia de voo. Dá para advinhar?

Para quem eu já contei, por favor, não estrague a brincadeira. Tô curiosa para saber os palpites dos leitores.

Beijos para todos!

Tokyo Summerland: amei (^o^)/

summerland1Na quarta-feira, acordei às 5:45h da manhã e não foi para trabalhar. Passei o dia no parque aquático chamado Tokyo Summerland ou Tôquiô samá-rando/東京サマーランド, na pronúcia japonesa.

Para evitar as piscinas superlotadas, que fazem sucesso no YouTube (veja aqui), esperei a última semana de agosto (mês de férias escolares e feriadão nacional) e descartei a possibilidade de me divertir no sábado ou no domingo. A quarta-feira foi proposital!

Amei o passeio! Bateu uma tristeza logo que cheguei lá porque o dia estava nublado, mas como dizia a previsão do tempo as nuvens sumiram e o sol apareceu depois do meio-dia. Que alívio!

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Me senti realizada! Era um sonho nadar naquela piscina enoooorme, com água corrente. E é realmente uma delícia, como imaginei! A gente senta numa bóia enorme e deixa a “correnteza” nos levar. Até brinquei com a minha amiga: para mim, felicidade é isso! Ela também estava feliz da vida lá na piscina.

Mas o parque tem muitas outras atrações. É um paraíso para as crianças e para os marmanjos que gostam de água como eu. São várias piscinas. Algumas, climatizadas e até com ondas!

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Confesso que prefiro nadar ao ar livre, mas a ideia de me sentir no verão em pleno inverno (quando ele chegar) me parece interessante.

Tem ainda piscina de água quente, bem quente. Como as termas, chamadas por aqui de onsen. É legal dar uma passadinha lá, na saída, e foi o que eu e a Tereza fizemos. Essa sim estava lotaaaaada! Até tentei fotografar, mas o vapor deixou todas as fotos embaçadas, claro :p

A “verão-lândia” de Tóquio tem muito mais do que piscinas, toboáguas e cia. Uma montanha-russa, uma roda-gigante, um elevador de queda-livre e outros brinquedos menos radicais fazem parte das atrações. Nem ousei experimentá-los, pois esse tipo de adrenalina não é a minha praia.

Eu e a Tereza passamos tanto tempo na piscina dos nossos sonhos, que nos esquecemos de escorregar no toboágua. Quando não estámos na água, estávamos comendo: kebabusando (sanduíche turco), batata frita e kakigouri (já falei dele aqui).

Nem acredito que passei tanto tempo no Japão sem pegar uma piscininha. Aliás, uma “piscinona”. Se eu pudesse, iria todos os dias. Mas pelo horário que acordei dá para imaginar a distância que enfentei: três horas de trem (só de ida)!

Além disso, não é um passeio barato. A entrada (sem os brinquedos radicais) custa 3.500 ienes ou mais ou menos 37 dólares. Com os brinquedos, vai para 4.500 ienes/48 dólares.

De transporte, gastei mais 3.500 e mais uns 1.500/16 dólares ienes de comida. Para quem mora mais perto, como a Tereza (ela gastou 1:30h), obviamente ,o preço do transporte cai bastante.

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E como tudo no Japão é diferente para os nossos olhos, reparei numas coisas curiosas:

1 – Tem estacionamento de bóias! Enquanto as pessoas vão brincar ou se banhar no onsen, elas deixam suas bóias na entrada. E ninguém pega a bóia dos outros.

2 – No banheiro, há chinelos públicos. Para a minha surpresa, os banheiros estavam sujos e fedidos (no Japão, isso não é tão comum. Quase sempre os banheiros públicos são limpos). E eu achei mais nojento ainda ter que usar aqueles chinelos. Claro que não usei, nem entrei descalça!

3 – Uma placa mostra para onde temos de correr em caso de relâmpagos e raios. Que meda!

4 – Estrangeiros eram raridade. Só vi uma família ruivinha e dois rapazes com cara de indianos.

5 – Naquele parque enooooorme, cheeeeeio de gente, eu era a única de biquíni tomara-que-caia. Tô achando que não tem no Japão…

6 – Pessoas tatuadas não podem entrar. Há placas enormes na entrada, em japonês e em inglês. No site oficial do parque também tem aviso. Quem desobedecer é convidado a se retirar e o dinheiro da entrada não é devolvido. Não importa se é uma tatuagem enorme ou uma delicadinha: no tattoo!

Detalhe: não tenho fotos maravilhosas, porque pensei mais na piscina do que no blog. Mil desculpas! Deixei de levar minha super Nikon e fotografei com a pobrezinha câmera do meu celular. Espero que me perdoem (^_^)v