O Japão do Emerson é assim…



Como prometido, aí vai o Japão do Emerson é assim… O Emerson é o marido da Raquel – aquela do algodão doce, que inspirou essa promoção “Aluga-se um blog” (leia post de mesmo nome, publicado no dia 25 de janeiro) -, e protagonista do post “Propaganda do marido da Raquel” (publicado no dia 28 de janeiro).

Ele é professor e pesquisador, na área de química. Ou será na área de educação? Esqueci de perguntar, mas sei que ele tem ligação com essas duas áreas. Acho que é graduado em química e o mestrado dele é que é na área de educação. Também esqueci de perguntar a idade do Emerson. Deve ser 32. Ou 33? Ai, meu Deus, que confusão!

Deixa pra lá. Vamos logo ao Japão dele, que aborda um tema muito curioso: a vida de bolsista. Todo mundo sabe que existe bolsista, mas só o bolsista sabe como é a vida dele. Por isso, queria tanto que o Emerson contasse pra gente.

Ah, na próxima semana, o Meu Japão apresenta O Japão do Caruso é assim… O tema ainda é segredo, mas eu garanto que é divertido!

Parêntese: enquanto eu não aprender a colocar link, peço a colaboração e a paciência de vocês. “Vá até o arquivo de janeiro e role a barra no canto direito da página até encontrar o post tal…” Nem pareço blogueira né. Desculpa, eu ainda sou amadora : )

Vida de bolsista no Japão

Uma vez um professor japonês me perguntou por que vim parar no Japão. Respondi que se os Estados Unidos oferecessem bolsa de estudos na minha área, eu tentaria ir para lá. Como o governo japonês dá muitas bolsas de estudos, é natural que eu fosse para onde o dinheiro está. Depois ele me perguntou por que havia escolhido estar no laboratório onde hoje estou. Não escolhi nada, eu é que fui escolhido. Por sorte, o meu orientador é muito bom e honesto. No formulário da seleção, só tinha espaço para escrever o nome das cidades onde gostaria de estudar. Na época eu pensava que, pisando no Japão, já estava bom demais pois também não tinha referência de cidades nem de universidades.

A vida de bolsista do governo japonês que recebi é a mesma do meu ideal, caso eu possa algum um dia dar bolsas a outros estudantes: o bolsista deve ter uma vida confortável, digna e receber um valor adequado para viver e seguir seus estudos sem preocupações além da sua pesquisa, das aulas e dos livros. É certo que alguns bolsistas exageram vivendo confortavelmente demais ou não se preocupando com seus estudos, mas isso não é da minha conta.

Viver como bolsista tem uma definição ampla e inclui participar de festivais, clubes, festas, viagens e outros lazeres. Tudo isso tem de ser feito, e deve ser feito, pois não se aprende muito da vida de um país apenas com os livros da biblioteca ou convivendo diariamente com seus colegas no laboratório.

Em geral nosso papel é divulgar a nossa cultura aos japoneses e fazer amigos. Na minha opinião seria bom também se convencêssemos os japoneses a visitar nosso país, se possível para ver os frutos do nosso aprendizado.

Se não tivesse vindo para o Japão como bolsista, não teria aprendido a língua, não teria vindo nem como turista, e provavelmente não teria ido para outro país estudar. Certamente não teria escrito essas palavras nem nos meus sonhos. A propósito, vim para ficar um ano e meio e em breve já vou completar três.

FOTOS: Emerson na Universidade Tokyo Gakugei e no Monte Fuji, durante a viagem de formatura do curso.

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5 Respostas para “O Japão do Emerson é assim…

  1. Pois eh, eu tb vim pro Japao mais ou menos como o Emerson. Mas, a minha bolsa eh um pouco diferente da dele… Alias, eu estou tenso pq daqui ha um ano todas essas experiencias maravilhosas, que estao mudando meu olhar sobre o mundo, vao ter acabado. Quero emendar o mestrado!

  2. Oi, Karina
    Valeu, valeu. Sankyuu. Sankyuu.
    Pois é, não sou pesquisador não. Sou apenas um rapaz latino-americano sem dinheiro no bolso… Pesquisador me lembra outra coisa (IBGE…)
    Beijos

  3. oi “rapaz latino-americano sem dinheiro no bolso”,

    eu morro de inveja dessa sua vida de bolsista. eu adoro o clima de universidade e adoraria conviver o tempo todo com japoneses (sem menosprezar os amigos brasileiros daqui) e ainda aprender bem a língua japonesa.

    esse papel de fazer amigos e divulgar a cultura brasileira aos japoneses, então, é tudo o que eu queria. ô vidão, hein?!

    mas você merece, claro. e acho legal que você parece aproveitar muito bem essa oportunidade né.

    ganbatte ne!

    karina.

  4. Estudar, ainda por cima poder divulgar uma cultura em seu pais.

    Maravilha!!

    os dois sao “gambariya” mesmo, parabens
    ah, (Raquel e Emerson)

  5. Tambem te admiro muito, Emerson!! E fico muito feliz de vc ter escolhido ou ser escolhido pelo Japao, nao importa!! E claro, de ter trazido a Raquelzinha junto com vc ; P
    Intercambios culturais sao realmente muito interessantes e importantes. O respeito a culturas diferentes nao eh possivel sem essa troca de conhecimentos.
    Bom trabalho!! E q este texto sirva como mais um incentivo a todos aqueles q sonham com essa experiencia!!

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