O Japão não está tão longe assim

“Não tenho olho puxado, nem falo japonês…” Foi isso que eu disse, quatro anos atrás, quando surgiu a possibilidade de morar no Japão. Mal sabia que isso não era empecilho para eu trabalhar aqui.

O mais legal é que não larguei a minha profissão, que eu tanto gosto. Estou aqui há três anos e, desde que cheguei, trabalho como jornalista. E mais: num jornal de verdade! Muita gente pensa que os “jornais” brasileiros no exterior são apenas um informativo em português, de duas ou quatro folhas, que ficam ali esperando alguém pegar.

Não sei como é nos Estados Unidos ou na Europa, mas aqui no Japão, a comunidade brasileira tem dois jornais semanais e várias revistas em português, além de rádios e de uma emissora de tevê. O International Press existe há 15 anos e tem cinco cadernos, com notícias gerais sobre o Japão, o Brasil, o resto do mundo, esportes, cultura e lazer, notícias da comunidade e um super caderno de empregos (geralmente, com anúncios de emprego nas fábricas). A tiragem? Pelo que sei, são 60 mil exemplares, vendidos em todo o país.

O Jornal Tudo Bem é o único concorrente. Também é jornal de verdade, com o mesmo tipo de conteúdo. É um pouco mais novo, tem uma tiragem menor e menos páginas também. Assim como o International Press, é feito por jornalistas e não-jornalistas brasileiros, não necessariamente descendentes de japoneses ou fluentes em japonês. Ah, no International Press, a Redação tem um japonês que fala e escreve português tão bem – ou até melhor – do que muitos nativos.

É claro que trabalhar no Asahi ou no Yomiuri, que são os grandes jornais do país e têm uma das maiores tiragens do mundo (no caso do Yomiuri, ouvi dizer que são 12 milhões de exemplares por dia!), seria muito mais chique. Os jornalistas de lá ganham muito mais e têm acesso a muitas coisas que nós, da imprensa nanica, não temos. Mesmo assim, fazer jornalismo na comunidade brasileira é uma experiência muito enriquecedora (depois eu conto!) e uma grande oportunidade de conhecer o Japão.

Então, quem sonha em vir pra cá e acha impossível pode começar a transformar o sonho em realidade: tem emprego sim! E não só nos dois jornais, nas várias revistas, nas rádios ou na tevê. Tem emprego nos bancos brasileiros – Banco do Brasil, Itaú, Bradesco e ABN AMRO – nas agências de turismo, nas lojas de produtos tupiniquins, nos consulados, na Embaixada, nas escolas e por aí vai.

Não estou dizendo que é fácil, nem que existem vagas sempre. E, é claro, quem fala japonês tem muito mais chances. Só quero deixar a minha leitora-xará, Karina Tiemi, e quem mais tem esse sonho, mais animadinhos: trabalhar no Japão é mais possível do que parece. Não custa tentar!

Agora, se a idéia é juntar dinheiro para a casa própria, talvez seja melhor procurar emprego numa fábrica ou numa grande empresa 😛

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24 Respostas para “O Japão não está tão longe assim

  1. Quanto vc tá ganhando pra fazer essa propaganda toda?
    hahahaha
    Mas, então, eu discordo um pouco. Não acho nem o nosso jornal e nem o do concorrente bons. Talvez vc diga que são de verdade pq a gente faz matérias e tal. Mas, que eles são bem ruinzinhos, isso são. Aliás, todos os veículos da comunidade, tipo a TV e as revistas, são sempre uma bosta…

  2. PARA PAULA
    hahahaha…

    era isso que nao queria: fazer propaganda! a ideia era so contar que eles existem. e sao jornais de verdade porque tem formato de jornal: papel jornal, artigos, reportagens, notas, fotos, cadernos etc.

    nao queria (nem quero!) questionar a qualidade deles: acho que seria ingenuidade achar que encontrariamos uma folha de s.paulo ou algo parecido aqui…

    mesmo assim, eu acho que vale a pena! para mim valeu. e ta valendo ainda. e depois vou fazer um post sobre isso 😉

    ai, mas valeu o comentario! nao queria iludir os leitores e acho que agora ficou mais claro ne 😛

    brigadissima! e bjinhos!

  3. Arigatou!!
    De vez em quando dou uma olhadinha nos sites desses dois jornais…Eles circulam por todo o Japão? Sabe se circulam em Yamaguchi-ken? Pq vou tentar bolsa pra essa província, quem sabe né?
    Com certeza eu vou tentar sim…Daqui dois anos me formo, quem sabe em 2009 esteja por aí! rsrsrs

    Valeu pelas informações!!

    Beijos

  4. Que interessante saber isso! Em Portugal o emprego ta difícil para portugueses, para brasileiros então! Que bom que vc está feliz com o que faz aí!
    Bjos

  5. Pra ser sincera eu acho esses jornais brasileiros bem ruinzinhos.
    Sao cheios de erros de portugues q mais parece q sao escritos por pessoas semi-analfabetas. Tem muitas paginas mas a maioria sao de propaganda ou anuncios de emprego. Discussoes ou informacoes de alguma relevancia sao quase inexistentes….

  6. Falar nisso… Em qual jornal você trabalha Karina?

  7. Que legal Karina ter a oportunidade de ter um emprego mais qualificado no Japão que não seja como dekassegui.

    Tomara que você continue aí por muito tempo 🙂

  8. Oi Karina. Se fosse começar a contar minha história, seria igual a sua: não tenho olhos puxados e nem falo japonês. Estou aqui no Japão, onde trabalho numa profissão pouco valorizada no Brasil, mas de grande importância. O que me dá mais tristeza é que as vezes temos que buscar essa valorização fora do Brasil. Encaro minha função aqui como uma missão: ensinar para japoneses algo mais da nossa cultura. Fui convidada para dar aulas na Universidade de Estudos Estrangeiros de Osaka. Sou mestre em História e isso aqui acabou virando um presente para minha pesquisa de doutorado. Aqui bato de frente com estereótipos e pré-conceitos sobre o Brasil. Estereótipos e preconceitos que as vezes são firmados por nós mesmos da “comunidade”. Missão árdua essa, porém importante. Quebrar as convenções. MAs amo o que faço. Agora, tanto o professor como o jornalista tem missões importantes que são ainda mais acentudas fora do nosso país, né?
    Eu, como a maioria dos comentaristas por aqui, também não leio o jornal brasileiro, nem vejo a caríssima TV. No começo até assinava, mais o custo-qualidade para meu padrão estava muito aquém do que eu desejava. Sim, é fraco. Mas aí é que está a questão. É fraco porquê? Porque não tem verba? Não tem pessoal? Ou o público não é tão exigente e fica sempre com aquela impressão de que é preciso “nivelar por baixo?” Isso é, na minha opinião, um desconhecimento do leitor em potencial, como se os “trabalhadores de fábrica” fossem apenas braços interessados em fazer uma poupança. O Japão como lugar de passagem. Claro que não é isso. São brasileiros, como qualquer outro, que carecem de boa leitura e informações sobre o Brasil e o Japão. São questões interessantes para se colocar. Já cansei de ler notícias com erros de português, mesmo na TV cheguei a ouvir coisas que doeram meus ouvidos e a norma culta da nossa língua. Outra coisa: são mais de 300 mil brasileiros no Japão, então, porque não ter um jornal com a qualidade de uma Folha? De um Diário de São Paulo? Acredito que falta um pouco de interesse de investir nisso…
    O que eu faço então para me manter atualizada? Assinava o Daily Yomiuri, e assino um jornal brasileiro pela internet, e claro que não devo ser a única.
    Desculpe o desabafo. Mas gosto dos locais de diálogo e os blogs tem essa função. Um abraço.

  9. Como nesta terra (Brasil) todo mundo resolve ir ganhar a vida “lá fora” sujeitando-se a qualquer tipo de atividade, de jardineiro a estivador (dentre outras), só para fazer seu pé-de-meia, conseguir exercer a própria profissão é uma dádiva!

    Karina e Fernanda, o caso de vocês é emblemático. Sei que a vida deve ser difícil, o reconhecimento escasso, mas o sonho, o ideal, persiste.

    Meus sinceros parabéns!

  10. Olá karina, aqui em Melbourne a populaçao brasileira é bem pequena talvez por isto não existe jornais, bancos brasilerios, lojas, pelo menos eu já procurei bastante e nunca encontrei 😦 Quando eu morava nos USA eu sempre tinha acesso aos jornais brasileiros mas não era bom não, os textos eram mal escritos, com muito erro gramatical e o contexto (as matérias) eu acha sensacionalista demais…
    Adoro o seu blog!
    xoxoxo

  11. É muito legal ler as histórias das pessoas que fazem o que querem (profissionalmente falando :P) e são felizes!

    Que bom que mesmo em outro país tu continua fazendo o que gosta!! Com certeza é algo realizador.

    “keep hope alive”
    hehe

    bjo!

  12. Eu gosto das revistas de classificados como essas que estão ilustrando o post.

    Os classificados, que é o propósito das revistas, me dão idéia da força que a comunidade brasileira está desenvolvendo a cada dia.

    Ainda me lembro das primeiras edições da revista Alternativa com suas 4 ou 5 páginas e agora elas passam de quanto? 50..60 páginas?

    O curisoso do negócio é que as pessoas pegam essas revistas pra ler (sim, pegam, pq todas elas são gratuitas) e não entendem o motivo de tanta propaganda. rsrs

    Quanto às matérias, no caso das revistas eu não exijo muito já que, além de gratuitas, nem é esse o propósito delas, como eu disse. E lendo dessa forma até que são divertidas. Os jornais? Bem, eu entendo as limitações de um jornal voltado para uma comunidade e não para um país inteiro. E dentro desse contexto acho que estão fazendo o melhor possível. A nossa comunidade aqui tbm não colabora com nada de interessante. Sendo assim, imagino o malabarismo que deve ser fazer “nada” parecer interessante toda semana.

    Ah, os famosos erros ortográficos…eu tbm vejo aqui e ali mas não em frequencia maior do que vejo em matérias das edições online da Folha e do Estadão. Com a falta de suporte e estrutura que os jornalistas brasileiros sofrem no Japão, fica mais natural ainda a ocorrência de erros. Apesar de tudo isso ainda temos uma edição semanal. Bom..bom..

    Se os brasileiros que vivem aqui pudessem fazer um rascunho de idéia dos custos e regras(diferentes do Brasil) que envolvem a produção de um jornal no Japão, talvez passassem a admirar um pouco mais o trabalho dos jornalistas daqui…..

    (Não, eu não sou jornalista.)

  13. 60 mil de tiragem já parece um bom número.
    É muito bom quando uma pessoa faz o que gosta. Acredito que com os seus artigos não vai haver português mal escrito.
    Pode ter uma ideia das tiragens por aqui consultando este url:
    http://www.ics.pt/index.php?op=cont&lang=pt&Pid=78&area=328

  14. PARA KARINA
    sim, circulam em todo país – apesar de ser mais facil encontrar onde tem muitos brasileiros. mas se voce conseguir bolsa, melhor ainda ne? boa sorte!

    PARA MAIRA
    brigadissima. acho que aqui nao falta emprego nao. pra jornalista eh bem restrito, claro, mas parece que nas fabricas sempre tem vagas. e tambem de garconete etc.

    PARA MARISA
    semi-analfabetas, acho exagero. mas concordo que poderiam ser bem melhores sim : (

    PARA YOSHIO
    nao queria falar, mas acabei falando ne: trabalho no international press 😛

    PARA MARCIA
    eh ne. eu acho legal sim. mas falta aprender japones!! o dificuldade!

    PARA FERNANDA
    seu trabalho deve ser super legal. que bom ne? : )

    no caso dos jornais e da tv, eu tenho um palpite, que eh apenas a minha opiniao: eles tem a faca e o queijo na mao, mas parece que nao querem mesmo investir na equipe nem na qualidade do produto. imagino que eles tenham outras prioridades e pensam que melhorar o conteudo do jornal nao vai aumentar o lucro da empresa : (

    PARA ADAUTO
    brigadissima. eu acho legal mesmo. to feliz aqui : )

    PARA POLLY
    que coisa ne. a fama da imprensa brasileira no exterior eh mesmo ruim…
    e bom saber que voce adora meu blog! ureshii. oops, fico feliz!

    PARA CARLA
    brigadissima : )

    PARA CLAUDIO
    na verdade, eu acho que os erros ortograficos sao apenas um detalhe – desde que nao sejam muitos e do tipo caZa com “z”. mas o conteudo, o jeito de escrever e cia aih sim fazem muita diferenca. e como eu disse para a fernanda, tenho a impressao de que falta investimento na equipe e no conteudo porque acham que nao eh mesmo importante : (

    PARA AFI
    nossa, que responsabilidade 😛
    mas eu escrevia pouco e agora nao escrevo nada. apenas edito os textos dos outros ; )
    ah, obrigada pelo link! vou la dar uma olhada!

    bjinhos PARA TODOS

  15. Entao, eu escrevi/escrevo em dois orgaos da imprensa local, um deles citado pela Karine. Acredito, sim, que ainda falta jornalismo investigativo. Ainda se reproduz demais o que vem de agencias. E ainda ha uma relacao dificil com o leitor. Como colunista, tive/tenho total liberdade de escolha dentro do tema da coluna. E procurei valorizar o leitor, faze-lo pesquisar, interagir com o texto, sem nunca apresentar verdades absolutas. Recebi poucas respostas dos leitores. Talvez, a maior tenha vindo da redacao, da interacao com os meus superiores e outros jornalistas. Acho que muitos outros colegas estao tentando os mesmos caminhos.

  16. Oi, Karina.
    Aqui nos EUA, ha’ varios jornais pra comunidade brasileira sim. Eu moro em Nova Jersey, onde o numero de brasileiros e’ bem alto. Aqui ha’ algumas publicacoes bem conhecidas, como o Brazilian Press ou o Brazilian Voice e outros nem tanto como o National. O unico problema aqui e’ que, com excessao do National (que nunca tem oportunidade a nao ser pra freelancers) os jornais e revistas da comunidade brasileira daqui nao tem jornalistas nas redacoes e parecem nao se preocupar com isso. E tambem nao oferecem a minima condicao de trabalho. Uma vez fui a uma entrevista no Brazilian Press, que e’ o mais conhecido e popular, pensei: Oba, vou voltar a trabalhar na area… Sai de la’ super decepcionada. O diretor do jornal me disse, no meio da entrevista: “voce e’ muito qualificada pro nosso jornal. Chegamos onde chegamos sem ter jornalistas, mas se voce quiser eu posso te colocar como editora”. Alem de “editora”, eu seria reporter, pauteira, produtora, redatora, fotografa e diagramadora e ainda teria que arcar com todos os custos de deslocamento para entrevistas e coberturas de eventos. O salario? US$ 7.50/hora, que somados no fim da semana dariam US$ 300.00 (US$ 1,200.00 por mes), que parece muito mas nao e’… E’ praticamente impossivel sobreviver – morando sozinha – aqui com esse salario, ja’ que o custo de vida e’ um absurdo…
    Bom, fica aqui o meu registro.
    Beijos
    Naomi

  17. Menina, que vergonha… Escrevi excecao errado… Sorry… Tudo bem, nao tem desculpa, mas posso justificar? Como tenho pouco contato com brasileiros aqui falo e escrevo pouquissimo o nosso portugues… Ai, que horror, nao, realmente nao tem desculpa…
    Mais uma coisinha, que eu esqueci de dizer sobre o Brazilian Press. As materias ate’ parecem bem produzidas, mas a maioria e’ copia de sites de noticias, SEM permissao. Eles nao pagam para ter acesso as noticias de agencias, nem as fotos. E outro detalhe, o utlimo, prometo: durante minha entrevista, a diretora de jornalismo (que nao e’ jornalista) me disse que eu iria, tambem, traduzir materias de jornais conceituados, como o The New York Times, para que fossem publicadas. Claro, que SEM permissao… Entendeu o porque da decepcao???
    Beijinhos.

  18. Oi Karina! Estou super atrasada! Espero que vc leia! É que faz semanas que não tenho tempo de passar por aqui! Você não vai acreditar! Outro dia eu estava na aula (resolvi estudar direito agora!) e uma das professoras levou um jornal que falava sobre japoneses sem pátria, e qual não foi minha surpresa quando vi o seu nome no cantinho inferior direito do papel! Fiquei eufórica! Peguei todas as cópias que a professora tinha levado só pra mostrar pro pessoal lá de casa! Beijo! Depois consiga um tempinho pra me escrever! Pollyanna

  19. oLÁ !!!!!!

    bOM, PARECE QUE SEU POST CAIU COMO “UMA LUVA ” PARA MIM E PARA FALAR A VERDADE ,NEM SEI COMO VIM PARAR NO SEU BLOG. eu estava procurando algo totalmente diferente no google e acabei aqui !

    o fato é que sonho taaanto em conhecer tokyo ( já morei em ny um tempo e lá minha melhor amiga era daí) mas não tenho dinheiro para ir…

    não sou descendente de japoneses e muito menos falo japonês . será mesmo possível arrumar um emprego, por exemplo em um jornal ? vc diz que há ( mesmo que não sempre ) vagas para não jornalistas,certo?

    se você puder, me dê um “alô ” sobre isso ! eu agradeceria imensamente !!!!!

    meu email é natalia.cl@hotmail.com

    desde já agradeço

    natalia

  20. PARA NAOMI
    nossa! bom saber que por aih eh assim. nao imaginei que fosse assim 😦

    ps: e nao esquenta com o erro nao. eu escrevi tiJela num post e nem percebi. hihihi…

    PARA RAIO DE LUZ
    serio? que legal! e que chique ne 😀

    pode deixar! eu mando email sim. eu to devendo mesmo! desculpa!!

    PARA NATALIA
    que legal! acho legal voce bisbilhotar os sites desses jornais e revistas entao. se buscar o nome deles no google voce acha os sites: jornal international press, jornal tudo bem, revista alternativa, revista folha e 😛

  21. Soh para contribuir.. jornal brasileiro as pessoas podem encontrar ateh em lojas de conveniencias no japao..

  22. Olá. Tmbém sou jornalista e estou indo para o Japão neste mes de março. De início devo trabalhar em uma fábrica, mas gostaria de ter contato com vc para trocarmos idéia sobre nossa profissão. Me add no msn neide_fischer20@hotmail.com. eu aguardo. Att

  23. pessoa pequena

    Nossa, que supresa boa. Sempre é ótimo uma dose de otimismo.
    Bom, cheguei no seu blog através do Santo google, procurando justamente por empregos para jornalistas no Japão.
    Sou descendente de japonês, mestiça e me formei em Jornalismo no ano passado. Passei esse ano todo, procurando um emprego e fazendo cursos pra não perder tempo. Como não encontrei, resolvi embarcar em algo totalmente diferente, mas por um período curto. Estou indo para o Japão, como arubaito, trabalhar em uma empresa, como peoa hehehe.
    Antes de ir, resolvi por curiosidade procurar sobre minha profissão e as oportunidades de emprego no Japão. Fiquei surpresa, pois não achava que existia emprego para quem não sabe nada de japonês.
    uma luz no fim do túnel. Gostaria de saber mais informações sobre como você chegou onde está, como descobriu esse emprego e também sobre a vida por aí.
    Se tiver msn e puder/quiser me adicionar para trocarmos informações: mirella.ngy@hotmail.com.
    ou até quem sabe quando eu estiver por aí. Tomar um sakê ou comer um sushi. rs. 😉

  24. Rafaela Takiguchi

    Karina, eu estava procurando textos jornalísticos que me remetessem ao Japão e achei seu blog. Muito legal sua história. Sabe que eu também não tinha muita noção sobre a possibilidade de jornalistas trabalharem na área aí.
    Eu sou jornalista no Brasil, apresento um jornalístico numa emissora de Tv. Meu marido é descendente e viveu sete anos no Japão e quer que eu vá embora com ele. Confesso que tenho muita vontade, e muito provavelmente eu vá no próximo ano.
    Seu depoimento me ajudou muito, assim como sua visão persistente.
    Gostaria, claro, se você puder, de falar com você, por msn ou mesmo e-mail, para saber mais sobre isso porque fiquei bem aguçada.

    sorte sempre pra você
    aguardarei sua resposta

    Rafaela Takiguchi

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