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Amores filipinos

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Ontem, conheci mais pessoas interessantes. Uma japonesa chamada Andy (na verdade, esse é o apelido ocidental dela) e um inglês chamado Brandon.

Ele trocou a Inglaterra pelas Filipinas há quatro anos e eu perguntei porque. “A girl!” respondeu o loiro grisalho com um sorrisão!

E ainda disse que está muito feliz aqui, porque ama a garota. Parece ser uma linda história de amor.

Já a Andy, me contou do namorado filipino. E horas depois, no meio de outra conversa, ela falou do namorado japonês. Tomei um susto, claro:

_ Você tem dois namorados?

Ela disse “sim”, na maior naturalidade! E explicou o motivo. O namorado japonês é inteligente, tem uma carreira brilhante, fez faculdade em Boston, trabalha numa multinacional no Japão e por aí vai.

O problema é que ele só quer se casar aos 30 anos e os dois estão com 27 e namoram desde os 23. “Já estamos juntos há quatro anos e ainda tenho que esperar mais três anos?”, reclamou.

_ Acho que você não gosta tanto do seu namorado japonês né (nem ele dela)…

_ Pois é, talvez. Mas do filipino eu gosto muito! Ele é tão doce, cuida de mim com tanto carinho!

Seria outra linda história de amor se o filipino não fosse casado! A Andy disse que ele não pode se separar porque divórcio nas Filipinas é muito complicado e pode levar cinco anos na Justiça.

Não acreditei, mas não quero me meter. Deixa ela curtir a paixão. Se o rapaz estiver mentindo, como eu imagino, ela vai acabar descobrindo.

FOTO

(aí vai a foto que eu estava devendo. Os dois primeiros da esquerda para direita são filipinos, mas não fazem parte dessa história. Na sequência, o Brandon e a Andy)

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Coreanos x japoneses

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Conheci um coreano muito legal aqui nas Filipinas. Pra começar ele tem dois nomes: um coreano (Kim não sei das quantas) e outro japonês (Yuya Matsubara).

O Yuya tem 22 anos e me contou que os pais deles são super jovens. A mãe tinha 17 e o pai 18 quando ele nasceu. “Eu fui um ‘acidente'”, brincou. Os pais e os avós também são coreanos, mas assim como Yuya os pais dele nasceram e foram criados no Japão.

Nem coreano, eles sabem falar. “Eu sou coreano puro, mas fui criado como japonês. Os meus pais também”, explicou o rapaz.

Batemos o maior papo e ele acabou me contando da ex-namorada japonesa. Eles namoraram durante quatro anos (dos 16 aos 20 anos do Yuya) e ele quase “morreu” quando o namoro acabou.

Disse que era realmente apaixonado. Os pais da garota o adoravam, mas não aceitavam o fato da filha namorar um coreano. “Eles gostavam de mim, do meu jeito de ser. Não tínhamos problemas, mas no fundo eles não me aceitavam”.

Dá para acreditar? Eu confesso que fiquei impressionada, mas não surpresa.

Interessante é que o Yuya ainda defendeu os japoneses: “Isso é coisa dos velhos, os jovens não são tão preconceituosos”. E, felizmente, ele está certo.  A nova geração é bem mais aberta aos estrangeiros, independente da nacionalidade.

(enquanto a reportagem sobre as Filipinas não sai, vou contando coisas que não serão publicadas. Que tal?)

Tô nas Filipinas!

2009_0831(066)Só um leitor, o Anthoni, acertou. Estou nas Filipinas!

Para continuar a brincadeira, eu gostaria de saber agora o que vocês sabem, imaginam e/ou gostariam de saber sobre este país. Não vale pesquisar!

Já pensaram em passear ou estudar (inglês, por exemplo) aqui?

O que será que as Filipinas (as ilhas, não as mulheres!) têm de bom e de ruim? Tô ainda mais curiosa para saber o que passa na cabeça de vocês (^_^)v

ps: o blog é sobre o Japão, eu sei. Mas faz parte da vida de muita gente que mora na terra do Sol nascente, dar um pulinho num dos vizinhos asiáticos.

行って来ます!

(SAP: vou, mas volto! Leia: ittekimasu)

mala

Estou terminando de arrumar a mala e daqui a pouco pego um ônibus rumo ao Aeroporto de Narita (aeroporto de Tóquio, que na verdade não fica em Tóquio).

Para onde vou? Conto quando eu chegar lá (^_^)v

Aí vai uma pista: serão quatro horas e meia de voo. Dá para advinhar?

Para quem eu já contei, por favor, não estrague a brincadeira. Tô curiosa para saber os palpites dos leitores.

Beijos para todos!

No topo do Monte Fuji (de novo?)

fuji1Começa hoje, dia 1 de julho, a temporada de escalada do Monte Fuji.

Qualquer (semi)sedentário como eu pode chegar ao topo da montanha mais alta do Japão. São 3.776 metros de altitude e eu estive lá duas vezes: em 2004 e em 2006.

Dúvida cruel: subo de novo ou não? Dizem por aqui, que temos de fazer essa escalada três vezes. Uma para buscar felicidade, outra paz e outra dinheiro.

Paz e felicidade eu tenho. Será que volto para buscar o dinheiro? Tenho até o dia 31 de agosto para decidir (quando termina a temporada de escalada).

Já contei os detalhes dessa aventura no blog (clique aqui ou aqui). Escrevi todas as dicas possíveis para quem pretende fazer o mesmo que eu fiz duas vezes, e mais de 200 mil pessoas fazem todo ano.

karina-fuji

O Fuji não é só o ponto mais alto do Japão, ele é sagrado para os japoneses e objeto de estudo para os cientistas. É um vulcão adormecido que pode voltar a explodir (@_@)

Uma aventura e tanto!

Quem tem medo de avião?

aviao11Não dá para parar de pensar no acidente do vôo 447 da Air France. É muito triste!

Cheguei ao Japão, em janeiro de 2004, pela rota Belo Horizonte – São Paulo – Frankfurt (Alemanha) – Tóquio, e fui outras 3 vezes à terrinha pela rota Tóquio – Atlanta (EUA) – São Paulo – Belo Horizonte.

São 14 horas de vôo de Tóquio à Atlanta e outras 9 horas de Atlanta a São Paulo. E ainda tem mais 1 horinha de São Paulo a Beagá.

Não sou uma mulher super viajada (ainda!), mas também já encarei vôos de Tóquio a Bancoc, Tailândia (6 ou 7 horas), de Tóquio a Gold Coast, Austrália (9 horas), dentro do Brasil e do Japão.

São muitas horas sobre o Oceano! Imagino quem vive viajando pra lá e pra cá…

Falei para a minha mãe que o jeito é entrar no avião e rezar. Temos de confiar nas companhias aéreas, nos controladores de vôo, nas condições dos aeroportos mas, principalmente, na nossa sorte.

jetstar map

Eu sempre adorei viajar de avião. Acho que a minha estréia foi de Belo Horizonte à Ilhéus, Bahia. Nunca tive medo (só de helicóptero), mas confesso que depois de tantos acidentes, tô ficando cada vez mais incomodada com as viagens. Conto os segundos para o avião pousar!

Porém, na hora de embarcar, melhor não pensar em tragédias. Aposto sempre no pensamento positivo! Acidente pode ser de avião, de carro, de ônibus, de bicicleta e até dentro de casa.

Detalhe: uma amiga me disse que a rota da Lufthansa, que faz São Paulo – Frankfurt, é a mesma da Air France. Ou seja, já passei por lá.

Detalhe 2: na véspera de voltar da Austrália, deu uma tempestade de arrepiar. Eu não queria viajar naquelas condições, mas São Pedro foi bonzinho e parou de chover na hora do meu vôo. Ufa!

De malas (quase) prontas para a Austrália!

gold1Não é mais segredo. Passagem reservada, hospedagem (em casa de família/”homestay”) definida, matrícula feita, visto aprovado, então, posso contar: vou passar 1 mês estudando inglês na Austrália (^o^)/

Parece loucura fazer isso em plena crise econômica mundial, mas, para mim, um “upgrade” no inglês e uma temporada em outro país valem mais do que um bolso cheio de ienes.

australia2Só embarco no final do mês de abril e resolvi contar agora porque fiquei muito feliz de ter conseguido o visto – estava morrendo de medo dele ser negado!

Gente, é a realização de um sonho! Um sonho de adolescente (“long, long time ago” :p), que era tão distante e agora tão real!

Quanto ao blog não se preocupem. O Meu Japão vai para a Austrália comigo, claro (^_^)v